Quase dois anos depois de Donald Trump vencer a eleição com a promessa de reduzir drasticamente os preços e sanear as contas públicas dos Estados Unidos, sua guerra contra o Irã e seus cortes de impostos produziram um resultado diferente: dívida recorde, disparada dos custos dos combustíveis e taxas hipotecárias elevadas.

Na terça-feira (18), investidores levaram os rendimentos dos títulos da dívida americana de longo prazo ao maior nível em 19 anos, em meio à preocupação com o peso do endividamento público e as consequências inflacionárias da guerra.

Um dia depois, o secretário do Tesouro de Trump, Scott Bessent, apressou-se em acalmar os mercados, anunciando um programa para "pelo menos dobrar" as compras de títulos de longo prazo e prometendo divulgar em breve medidas para enfrentar o déficit.

A mais recente intervenção no mercado pouco fez para reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro e derrubou o dólar.

Bessent insistiu na quinta-feira que os mercados haviam "se precipitado". Trump afirma que a economia está "em plena expansão", como demonstrariam as máximas do mercado de ações.