Juros dos Estados Unidos chegaram ao nível mais alto em quase 20 anos nesta terça (18), contaminando mercados do Ocidente. Nesta quarta, os economistas de Donald Trump anunciaram que vão intervir mais no mercado de títulos da dívida do governo —de juros para prazos mais longos.
O valor é pequeno, tais intervenções não são novidade. Importa é que o governo americano agiu em momento de febre, em que essas taxas de juros poderiam ficar descabeladas. Interessante, discute-se nos EUA se o governo pode adotar medidas que diferem pouco de planos de certa esquerda brasileira.
Entre outros problemas, muito maiores, juros americanos influenciam também o que vai ser das nossas taxas de juros, do real e da Bolsa. Uma alta pode até estourar uma suposta bolha de inteligência artificial (IA).
Trocando em miúdos, o Departamento do Tesouro dos EUA, o Ministério da Fazenda deles, vai aumentar a recompra de títulos da dívida do governo de prazo de 10 a 30 anos (pegando dinheiro emprestado com a venda de títulos "curtos").
A recompra em princípio aumenta o preço dos títulos, a taxa de juros cai (é a mesma coisa). Oficialmente, o Tesouro quer evitar que o mercado pouco líquido (sem dinheiro) de certos títulos provoque altas em tese artificiais das taxas, em momentos de estresse.









