O Bradesco apresentou aos fundos de pensão que controlam a Invepar —empresa administradora de ativos de infraestrutura, como o Aeroporto de Guarulhos e a Linha Amarela, no Rio— uma proposta para alongar os vencimentos da dívida e mudar a governança da companhia.
As informações sobre a proposta estão em um documento de um dos fundos de pensão acionistas obtido pela Folha.
Desde o ano passado, a Invepar enfrenta dificuldades de honrar débitos com seus credores e chegou paralisar os pagamentos. Ela acumula uma dívida de cerca de R$ 1,4 bilhão, entre débitos com bancos e com seus acionistas.
Além de acionistas, os fundos de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros), do Banco do Brasil (Previ), da Caixa (Funcef) são também detentores de debêntures (títulos de dívida privados) emitidas pela companhia. Os fundos já aceitaram alongar o pagamento de R$ 442 milhões em debêntures que venceriam em agosto para dezembro.
A proposta do Bradesco, que integra o grupo de credores bancários junto com BB, Itaú e BTG, envolve adiar o pagamento do principal da dívida em debêntures para a próxima década, além de indicar o CEO da companhia.








