A petroquímica Braskem ainda não se decidiu sobre a possibilidade de uma recuperação extrajudicial, mas tem intensificado a negociação com credores e avaliado medidas de proteção, afirmou a empresa ao mercado na quinta-feira (20). A Braskem respondeu a questionamentos da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da Bolsa brasileira, a B3, onde operam suas ações no Brasil.
O questionamento da autarquia e da B3 surgiu após uma notícia publicada pelo jornal O Globo na quarta-feira (19), que afirmava que a Braskem estaria preparando um pedido de recuperação extrajudicial para a próxima semana, com o objetivo de reestruturar uma dívida de US$ 10,3 bilhões (R$ 53,5 bilhões).
O montante faria com que a Braskem figurasse entre as empresas com maiores passivos a serem renegociados, atrás apenas da Raízen, que soma cerca de R$ 75 bilhões.
"As referidas tratativas entre a companhia e seus credores financeiros têm se intensificado e ainda estão em curso e a companhia avalia a adoção de potenciais medidas de proteção contra credores, considerando o prazo de suspensão das execuções e constrições acima indicado. Nesta data, não há uma decisão sobre as condições da reestruturação", afirmou a Braskem em resposta.















