* Por Flávio Guimarães
Muito se fala sobre inteligência artificial como uma revolução de software e dados, mas menos se fala sobre o que torna tudo isso possível na prática: a infraestrutura física que conecta, transporta e processa os dados em escala global. Porém essa camada invisível, feita de fibras ópticas, data centers, chips e redes de energia, é o verdadeiro gargalo da revolução da IA.
A inteligência artificial é, em sua essência, uma equação de dados e conectividade: pessoas e empresas geram volumes crescentes de informação, enquanto aplicações em saúde, finanças, e indústria querem consumir esses dados para gerar valor. Para que essa equação funcione, os dados precisam se mover com velocidade, baixa latência e confiabilidade e é aí que a infraestrutura entra como protagonista.
O primeiro grande desafio é a energia. Data centers consomem quantidades massivas de eletricidade, para processamento e refrigeração. Em quase todos os países onde essa infraestrutura precisa crescer rapidamente, existem obstáculos de geração ou distribuição de energia, Nos Estados Unidos, esse problema já começa a aparecer em matérias e discussões regulatórias. No Brasil e na América Latina, a situação não é diferente. Sem expansão paralela da capacidade energética, construir data centers em escala suficiente será muito difícil.








