Toda sociedade sonha com jovens capazes de transformar o futuro. Poucas se perguntam quais condições oferecemos para conseguirem fazê-lo. O talento pode nascer em qualquer lugar, as oportunidades, infelizmente, ainda não.
Uma jovem de 19 anos de classe média baixa inicia um projeto comunitário para oferecer aulas de vôlei a crianças de 7 a 12 anos em seu bairro. Do outro lado da cidade, um jovem da mesma idade, morador de um bairro nobre, funda sua primeira startup com o apoio do pai, um empresário de alta renda.
Há também outra jovem da mesma faixa etária que trabalhava no comércio em uma pequena cidade do interior do Nordeste. Ela administrava o estoque, atendia a clientes e organizava os funcionários.
Diante da insegurança provocada pela escassez de oportunidades, encontrou nos concursos públicos uma possibilidade de mobilidade social, mesmo concorrendo a cargos que não correspondiam às suas habilidades nem aos sonhos que acabaram ficando pelo caminho.
O que diferencia essas trajetórias? Todos possuem potencial de liderança e, de alguma forma, já o exercem na prática. O que os diferencia é o ponto de partida e a quantidade de recursos financeiros, sociais e acadêmicos aos quais cada um teve acesso.








