Índice é a última das classes de ativos locais a se recuperar de perdas recentes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da B3, em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Após uma sequência de 11 quedas, marcadas pela saída de investidores estrangeiros, o Ibovespa engatou uma alta forte nesta quinta-feira, sendo a última das classes de ativos locais a se recuperar. Desde segunda-feira, o dólar à vista e os juros futuros já haviam devolvido uma parte do estresse visto na semana passada. Gestores e analistas já esperavam um "repique" como esse após uma queda muito rápida e intensa da principal referência acionária. Na máxima do dia, o índice chegou a subir mais de 2,4% e a ultrapassar os 170 mil pontos, após o Tesouro americano anunciar um aumento nas recompras de títulos de longo prazo, o que levou a uma queda das taxas dos Treasuries e ao recuo dos juros futuros aqui no Brasil. Durante a tarde, porém, o índice devolveu uma parte dos ganhos devido ao avanço menos intenso de blue chips de commodities e de bancos. Após oscilar entre os 166.335 pontos e os 170.341 pontos, o Ibovespa terminou com alta de 0,90%, aos 167.830 pontos. Entre as blue chips, as ações do Banco do Brasil lideraram as altas, ao subir 1,57%, ao passo que os demais papéis de instituições financeiras fecharam mistos. Na ponta contrária, as ações mais líquidas de commodities subiram: as PN da Petrobras ganharam 1,20%, enquanto as ON da Vale tiveram valorização de 0,81%. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi um pouco mais alto e chegou a R$ 19,6 bilhões, alcançando os R$ 26,9 bilhões na B3. Em Wall Street, o dia também foi positivo: no fim, o Dow Jones subiu 0,22%; o S&P 500 avançou 0,21%; e o Nasdaq ganhou 0,16%.