Após variar entre os 164.835 pontos e os 167.009 pontos, o Ibovespa registrou baixa de 0,10%, fechando aos 166.934 pontos, na nona sessão consecutiva de queda do índice 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Painel de cotações na B3 — Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg Depois de ceder mais de 1,3% no pior momento do dia, o Ibovespa devolveu boa parte das perdas perto do fechamento, diante da recuperação de blue chips, especialmente papéis de bancos. Após variar entre os 164.835 pontos e os 167.009 pontos, o Ibovespa registrou baixa de 0,10%, fechando aos 166.934 pontos, na nona sessão consecutiva de queda do índice. Na semana, o índice perdeu 3,23%. A debandada de recursos estrangeiros da bolsa tem pressionado a principal referência acionária local. Fontes ouvidas pelo Valor sob condição de anonimato afirmaram que investidores não residentes continuam reduzindo posições em ativos brasileiros, e que parte dessa pressão vendedora tem sido encabeçada pela GQG Partners, gestora global com forte atuação em mercados emergentes. Segundo profissionais, a recuperação do índice ao longo da tarde ocorreu em linha com a melhora generalizada do mercado local, em meio à redução da pressão vendedora sobre alguns nomes específicos na segunda metade do pregão. "À medida que esse fluxo vendedor sobre algumas ações perdeu força, houve uma corrida para recompor posições justamente nos papéis mais pressionados, gerando um movimento de recuperação que acabou trazendo algum alívio para o mercado como um todo", observa um operador de um grande banco. Entre as blue chips, as PN da Petrobras subiram 0,45%, ao mesmo tempo em que bancos encerraram majoritariamente no campo positivo, com destaque para as PN do Itaú, que avançaram 1,80%. A exceção ficou para as PN do Bradesco, que recuaram 0,72%, assim como as ON do banco, que tiveram baixa de 0,55%. O dia também foi negativo para as ON da Vale, que perderam 0,83%. A recuperação de alguns papéis na sessão de hoje ocorreu na contramão do movimento registrado ao longo da semana, quando algumas ações de instituições financeiras, como Banco do Brasil, acumularam perdas de 8,37%. A semana também foi negativa para o Ibovespa, que perdeu 3,23%. A debandada de capital de alocadores de fora pressionou o índice. Fontes ouvidas pelo Valor, sob condição de anonimato, afirmaram que parte da pressão vendedora de investidores estrangeiros na bolsa local foi encabeçada pela GQG Partners, gestora global com forte atuação em mercados emergentes, que começou a reduzir, de forma relevante, a posição em Brasil desde o fim de julho, intensificando o movimento nesta semana. Segundo as fontes, Axia Energia, Equatorial e CPFL Energia estiveram entre as ações mais afetadas pela redução de posições. No fim de junho, o Brasil representava 20,56% da carteira do fundo, enquanto as ações da Petrobras respondiam por 7,86% do portfólio e as da Axia Energia, por 2,46%, segundo carta da gestora. De acordo com os profissionais, a gestora teria zerado a posição detida em Copel e vendido próximo de metade da alocação que possui em Eneva. Entre os fatores apontados por gestores para explicar a saída de recursos estão as incertezas com as eleições, diante da alta probabilidade de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e um movimento de rebalanceamento de portfólios. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 22,4 bilhões e de R$ 30,1 bilhões na B3. Em Wall Street, o dia também foi negativo: Nasdaq perdeu 0,28%; o S&P 500 cedeu 0,17%; e o Dow Jones recuou 0,20%.