0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casas Bahia em recuperação judicial — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo A recuperação judicial das Casas Bahia escancarou a crise do varejo no Brasil dos juros acima de 14%, das bets e das famílias endividadas. Mas os analistas do BTG Pactual chamam atenção para um dado que, na visão deles, é ainda mais preocupante: o volume de falências no setor não tem paralelos hoje no restante da economia. "Pode-se argumentar que o indicador mais relevante não são as 986 empresas em recuperação judicial, mas as 686 varejistas que já estão em processo de falência, o equivalente a 0,70 falência para cada empresa em recuperação judicial — a maior proporção entre os principais setores monitorados pelo RGF-BIZDOC", escreveram os analistas do banco. Segundo o relatório, 50,6% dos processos de recuperação judicial do varejo envolvem empresas de médio porte, contra 22,8% de pequenas empresas, 21,5% de microempresas e apenas 5,1% de grandes empresas. As falências se dão em um quadro em que reestruturações se proliferam no varejo. De acordo com dados do RGF-BIZDOC Monitor citados pelo BTG, 986 varejistas estavam em recuperação judicial em junho de 2026, um aumento de 20,4% nos últimos 12 meses e de 6,6% nos primeiros seis meses do ano. O copo meio cheio é que, apesar da disparada, a crise não parece disseminada no setor: "Os dados não apontam necessariamente para um colapso generalizado do varejo: as recuperações judiciais representam apenas 0,16 caso para cada 1.000 varejistas ativos, aproximadamente metade da média nacional de 0,30. Além disso, o aumento de 20,4% em relação ao ano anterior é amplamente consistente com o crescimento de 21,2% registrado na economia brasileira como um todo."
Recuperação judicial? O que mais preocupa o BTG são as falências no varejo
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