Investigação apura lavagem de recursos para pagamento de fiança de ex-integrante do governo da Ucrânia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chega ao Capitólio na terça-feira, 28 de julho de 2026, em Washington. — Foto: AP/Allison Robbert O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu nesta quarta-feira uma colaboradora próxima, após a casa dela ter sido alvo de uma operação contra corrupção. Autoridades que investigam casos de corrupção no país lançaram uma série de ações relacionadas à investigação de um esquema de fraudes que teria utilizado um banco estatal para a lavagem de US$ 3,4 milhões, reporta o jornal britânico Financial Times. A diretora adjunta do gabinete civil da Presidência da Ucrânia, Iryna Mudra, uma aliada próxima de Zelensky, com cargo equivalente ao de vice-chefe de gabinete, foi a funcionária de mais alto escalão alvo das operações. O escritório nacional anticorrupção da Ucrânia disse que os recursos foram “lavados por meio de uma série de contas, de forma a que fosse levantado dinheiro para pagamento de fiança a membro de uma organização criminosa”. A referência feita pelos agentes anticorrupção é a Herman Halushchenko, ex-ministro de Energia, que foi incriminado, no ano passado, no maior caso de corrupção do governo Zelensky. A demissão de Iryna ameaça envolver Zelensky em novo escândalo após o recente afastamento do popular ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que denunciava a corrupção no aparato de segurança como um desafio que prejudicava os esforços do país na guerra com a Rússia. A ação anticorrupção ocorreu no dia seguinte a Fedorov ter defendido, publicamente, a realização de eleição na Ucrânia durante a guerra, ainda sem solução próxima.