Começou em outubro de 1957, quando a URSS botou no espaço o Sputnik, o primeiro satélite artificial. Dava 15 voltas por dia ao redor da Terra e, quando passava sobre os EUA, seu "bip-bip" —o único som que emitia— era captado pelos radioamadores e aterrorizava os ingênuos americanos. Um mês depois, em novembro, antes que os EUA pudessem respirar, a URSS mandou outro, o Sputnik 2, tendo a bordo uma infeliz cachorrinha vira-lata, Laika, que não sobreviveu para contar. Os EUA, já com 2 a 0 contra, lançaram o deles em janeiro de 1958, o Explorer, e logo depois equilibraram o jogo. Começava a guerra nas estrelas, com um infernal disparo de satélites.
Em 1959, um deles caiu no galinheiro de Oscarito, no filme "O Homem do Sputnik", dirigido por Carlos Manga, talvez a melhor chanchada da Atlântida. No Carnaval de 1961, em "A Lua é dos Namorados", marchinha de Klecius Caldas e Armando Cavalcanti, Ângela Maria protestou com "Lua, ó Lua/ Querem te passar pra trás/ Lua, ó Lua/ Querem te tirar a paz".
Em 1965, Pery Ribeiro e Leny Andrade intitularam "Gemini V", missão tripulada da Nasa que ficou uma semana no espaço, um dos shows mais vibrantes da chamada Space Age. E, em 1967, Gilberto Gil fez coro à angústia de "A Lua é dos Namorados" com a marcha bossa nova "Lunik 9", sonda soviética que pousara na Lua e enviava fotos para a Terra.








