O planeta, recentemente, voltou a atenção para o voo da Artemis 2 em direção ao lado escuro da Lua. No noticiário, não faltou citação da frase histórica do norte-americano Neil Armstrong, ao se tornar o primeiro ser humano a tocar o solo lunar, em 1969. "Um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade."
Armstrong anunciava as enormes possibilidades que a conquista espacial ofereceria ao desenvolvimento científico e tecnológico. De lá para cá, o prenúncio se tornou realidade. Desde os primórdios da história humana, nunca se viu, em tão pouco tempo, tamanho avanço do conhecimento. Hoje, as inovações quase se atropelam e tornam a ficção algo tangível no nosso cotidiano.Infelizmente, as condições da vida no planeta não têm a mesma curva virtuosa. Não faltam crises, como a ambiental, e guerras. A desigualdade socioeconômica tem se aprofundado, como apontam mais de 200 economistas de várias partes do mundo no "World Inequality Report 2026".
Mesmo na quinta posição no ranking da discrepância de renda, o Brasil tem conseguido feitos expressivos para a redução da exclusão. Em 2025, o país saiu do Mapa da Fome da ONU. Na educação, no último ano e meio, graças ao Projeto Aprender Conectado, mais de 21 mil escolas públicas do ensino básico nas localidades mais remotas e vulneráveis do nosso território —como zonas rurais e áreas indígenas, quilombolas e ribeirinhas— passaram a dispor da internet de alta velocidade para uso pedagógico.Levar a fibra óptica e assegurar sinal digital de qualidade nas regiões isoladas exige esforços operacionais dignos da expedição do marechal Rondon, no começo do século 20, para criar a rede de telégrafo na Amazônia: desbravar florestas, transpor rios e elevações rochosas, instalar postes e sistemas fotovoltaicos onde a energia elétrica ainda não chegou. Nos próximos meses, o Aprender Conectado completará a meta de implementar a tecnologia em 40 mil escolas, justamente as que estão mais distantes. Algo impensável até anos atrás.









