A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo pediu explicações à gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) após o candidato do PT ao governo paulista, o ex-ministro Fernando Haddad, relatar conduta da Polícia Militar que classificou como "ostensiva" e fora do padrão em relação ao motorista dele.

O episódio teria ocorrido na última terça-feira (11) após o condutor deixar o petista em casa, no Planalto Paulista, bairro da capital. Segundo relatos feitos à equipe do candidato, uma viatura da PM teria emparelhado com o carro, se aproximado do para-choque e seguido o veículo, sem fazer uma abordagem formal.

O despacho cita "possível prática de abuso dos poderes político e de autoridade, mediante a utilização da máquina pública e do aparato policial estatal para coagir ou intimidar candidato durante o processo eleitoral, bem como de conduta vedada, em afronta aos princípios da impessoalidade e da lisura do pleito".

A comunicação, assinada pelo procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt, cobra, no prazo de cinco dias, explicações do secretário de Segurança Pública do estado, Osvaldo Nico Gonçalves, em especial sobre eventual ordem para a realização de patrulhamento ostensivo na região da casa do ex-ministro.