Governador Tarcísio de Freitas afirmou que motorista será chamado para prestar esclarecimentos; PM diz que apuração começou após tomar conhecimento do relato 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tarcísio de Freitas, atual governador, e Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, lideram pesquisas em SP — Foto: Edilson Dantas/O GLOBO A Polícia Militar instaurou, nesta quinta-feira (13), uma investigação preliminar para apurar o relato de uma suposta tentativa de intimidação ao motorista do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT). Segundo a corporação, a apuração teve início ainda na tarde de quarta-feira (12), assim que a Secretaria da Segurança Pública tomou conhecimento do caso. Até o momento, foram analisadas imagens de cerca de 40 câmeras privadas de residências e estabelecimentos comerciais ao longo do percurso indicado pelo motorista. De acordo com a PM, as investigações realizadas não identificaram indícios de abordagem ou de procedimento irregular por parte dos policiais, nem interação das equipes com Haddad ou integrantes de sua campanha. Após a análise das imagens, a identificação e o percurso das viaturas foram confirmados pelo sistema de geolocalização dos veículos. A apuração continua e, caso sejam encontrados indícios de irregularidades, o procedimento poderá ser convertido em inquérito. Na noite de ontem (13) o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a polícia já havia iniciado a análise das câmeras e que o motorista seria chamado para prestar esclarecimentos formalmente. — A polícia já observou as câmeras, já observou o movimento, as ruas, se entrou no hotel, se não entrou no hotel. [E vai] chamar o motorista para prestar esclarecimentos, dessa vez de forma oficial e aí acompanhar o inquérito, para esclarecer tudo — disse. Entenda o caso O caso teria ocorrido na noite de terça (11), quando o Haddad retornava para casa depois de um evento na faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, no centro de São Paulo, próximo das 22h30. — O meu carro foi abordado por uma viatura da Polícia Militar de forma um pouco ostensiva, mas rápida. Eu estava chegando na minha casa. Achei um episódio relativamente normal, acontece de você estar fazendo uma ronda. Mas o meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo, de forma um pouco ostensiva e intimidadora — declarou Haddad. Haddad alegou que a abordagem foi feita à distância com os policiais jogando “luz sobre o pára-brisa” com o farol da viatura “para ver quem estava dentro”, e o fato por si não teria gerado estranheza. Depois de sair do carro, contudo, o motorista do candidato teria sido acompanhado com a mesma viatura “emparelhando” ao lado, chegando “muito perto” na parte traseira do veículo e estacionando junto em um hotel. — Eu entrei em casa e não estava minimamente preocupado com isso, mas o motorista depois relatou a mim e ao doutor Hélio Silveira, meu advogado. Nós estamos levando as informações para o governo do estado, para as autoridades competentes, para saber o que aconteceu. Pode ter sido coincidência, pode ter sido confusão, mas tem que haver no mínimo uma apuração — disse o candidato. O petista declarou que não quer fazer disso um "cavalo de batalha” nas eleições deste ano, mas se sentiu obrigado a relatar o ocorrido porque o motorista “ficou muito assustado”. Segundo Haddad, os agentes portavam “três fuzis” e não deixaram a viatura em nenhum momento para solicitar documentos, o que seria o procedimento padrão caso estivessem procurando suspeitos. o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou ao GLOBO que uma investigação foi determinada por Tarcísio e concluiu que não houve tentativa de intimidação a Haddad, e sim uma operação contra quatro suspeitos de roubarem celulares na Avenida 9 de Julho, em São Paulo. – Falei com Haddad e com o motorista dele. Ele deixou o candidato na casa dele e ficou na porta. Como houve na região um (assalto da gangue do) quebra-vidro, com quatro bandidos, a viatura passou, o carro do Haddad saiu e os policiais foram atrás — declarou o secretário. O GLOBO teve acesso ao boletim de ocorrência, emitido pelo 27º Distrito Policial, de Campo Belo. Os policiais em patrulhamento de rotina foram abordados por testemunhas relatando o crime, segundo o documento, e iniciaram as buscas por um veículo "Kicks preto". Não há menção ao episódio com o motorista de Haddad, apenas o desfecho do caso. O motorista do candidato dirigia um Fusion prata.
Após analisar imagens de 40 câmeras, PM diz não ter encontrado indícios de abordagem a motorista de Haddad
Governador Tarcísio de Freitas afirmou que motorista será chamado para prestar esclarecimentos; PM diz que apuração começou após tomar conhecimento do relato













