Comentário foi feito um dia após secretário do Tesouro ter afirmado que medidas 'nunca vistas na história do isolamento econômico de um país' serão anunciadas na próxima semana contra Teerã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Donald Trump conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, a caminho do Aeroporto Internacional do Condado de Oakland, em 27 de julho de 2026, em Waterford Township, Michigan — Foto: AP Photo/Alex Brandon, Arquivo O presidente Donald Trump disse à Fox News nesta sexta-feira que os EUA vão atingir duramente a economia do Irã, enquanto Washington e Teerã enfrentam dificuldades para chegar a um acordo que encerre o conflito no Oriente Médio que já dura quase seis meses. O comentário do chefe da Casa Branca foi feito apenas um dia depois de o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ter afirmado, em entrevista à Newsmax, que os EUA anunciarão na próxima semana medidas “nunca vistas na história do isolamento econômico de um país” em uma nova ofensiva econômica contra Teerã. Segundo Bessent, a iniciativa fará parte de um “golpe duplo”, que combinará novas medidas financeiras à manutenção do bloqueio americano aos portos iranianos. As negociações para uma paz duradoura entre Washington e Teerã permanecem paralisadas, enquanto confrontos esporádicos continuam afetando o transporte de petróleo e outras commodities pela região. Apesar disso, a República Islâmica já enfrentou sucessivas ondas de sanções ao longo dos anos sem ceder em relação a seu programa nuclear ou ao controle do Estreito de Ormuz. A tensão na via marítima voltou a aumentar após dois navios da estatal Abu Dhabi National Oil Company serem atacados na quinta-feira. Os Emirados Árabes Unidos responsabilizaram o Irã, que não comentou o episódio imediatamente. O movimento de embarcações pela hidrovia, por onde passava cerca de um quinto do petróleo e do gás natural transportados no mundo antes da guerra, caiu drasticamente e parecia estar praticamente paralisado nesta sexta-feira, segundo dados de empresas de monitoramento marítimo. Autoridades iranianas têm reiterado que não permitirão a reabertura da rota até que suas condições impostas aos americanos sejam atendidas – entre elas a retirada de sanções econômicas e a liberação de ativos congelados. Além disso, uma comissão do Parlamento iraniano aprovou na quinta-feira um plano do país para Ormuz que inclui um dispositivo que proíbe a passagem pelo estreito de embarcações, equipamentos e outros ativos dos EUA, de Israel e de outros países considerados “hostis”, informou a agência de notícias semioficial Tasnim. Uma mulher caminha perto de um outdoor com a imagem do presidente dos EUA, Donald Trump, em um prédio em Teerã, Irã , em 27 de julho de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS Ao mesmo tempo, Trump enfrenta pressão interna para encerrar uma guerra considerada impopular, em um cenário de preços altos dos combustíveis nos EUA, que podem prejudicar o controle do Partido Republicano sobre o Congresso diante da aproximação das eleições de meio de mandato, em novembro.