Presidente mantém opção de atacar Teerã, mas foca em danos por meio de sanções 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trump aposta 'discretamente' na pressão econômica contra o Irã — Foto: Doug Mills/The New York Times Manter um perfil discreto não é algo natural para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mesmo assim, é a estratégia que o presidente está favorecendo na guerra contra o Irã, optando pela pressão econômica em vez da diplomacia ou de novos bombardeios. "Estamos lidando com isso discretamente", disse Trump ao veículo de notícias americano Axios em um telefonema no domingo. "Estamos negociando com eles sem muita convicção. Estamos apenas observando o Irã, com sua inflação altíssima e o fato de que eles não têm dinheiro", acrescentou. Desde então, o bilionário afirmou repetidamente que mantém a opção de atacar Teerã em aberto, mas prefere enfatizar os danos infligidos ao país por meio de sanções econômicas. "O Irã está falido, totalmente falido, e não está pagando seus soldados", disse Trump na segunda-feira no Salão Oval. Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos 1 de 12 Navio comercial visto da costa de Dubai em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 2 de 12 Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã — Foto: Reprodução/Nasa X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Navios na costa de Dubai em meio à crise no Estreito de Ormuz — Foto: AFP 4 de 12 Imagem de satélite mostra a localização do Estreito de Ormuz — Foto: Divulgação/Nasa via AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Navio é visto perto da costa de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a caminho do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 6 de 12 Navio da Guarda Revolucionária em exercício no Estreito de Ormuz — Foto: SEPAH NEWS / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Lancha se aproxima de navio no Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe CACACE / AFP 8 de 12 Lancha trafega pelo Estreito de Ormuz perto da costa dos Emirados Árabes Unidos — Foto: FADEL SENNA / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Cargueiro tailandês foi atacado perto do Estreito de Ormuz, no último dia 11 — Foto: AFP 10 de 12 Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Petroleiros seguem fundeados no Terminal de Carga de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, no Estrei no Ormuz — Foto: AFP 12 de 12 Navio da Marinha iraniana participa de exercícios navais na região do Estreito de Ormuz — Foto: EBRAHIM NOROOZI /JAMEJAMONLINE/ AFP PHOTO X de 12 Publicidade Passagem crucial para o comércio mundial é tema central na guerra entre países Ele tem afirmado repetidamente que o país está enfrentando uma inflação superior a 300%. Trump também disse que não há urgência em agir porque os Estados Unidos têm "controle total" do Estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio de petróleo que se tornou um ponto crítico geopolítico no conflito. Mudança Tática Na realidade, Teerã está bloqueando a passagem estratégica enquanto Washington impõe seu próprio bloqueio aos portos iranianos. "O Irã está em uma situação econômica terrível. Não consegue exportar petróleo em quantidades significativas. Ainda está sujeito a sanções e continua sem acesso aos seus ativos no exterior", disse Michael O'Hanlon, especialista da Brookings Institution. "A questão é: seus líderes realmente se importam? Acho que se importam um pouco, mas não muito", acrescentou. Por ora, Trump suavizou tanto suas ameaças de bombardeio quanto suas promessas de acordos diplomáticos iminentes, mensagens que circularam constantemente desde que ele iniciou a guerra ao lado de Israel há mais de cinco meses. Veja fotos do carregamento de armas iranianas apreendidas no Golfo de Omã 1 de 5 Marinha britânica interceptou um barco que contrabandeava armas iranianas, incluindo mísseis antitanque, na costa de Omã — Foto: Divulgação British Ministry of Defence / AFP 2 de 5 Marinha britânica interceptou um barco que contrabandeava armas iranianas, incluindo mísseis antitanque, na costa de Omã — Foto: Divulgação British Ministry of Defence / AFP X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Marinha britânica interceptou um barco que contrabandeava armas iranianas, incluindo mísseis antitanque, na costa de Omã — Foto: Divulgação British Ministry of Defence / AFP 4 de 5 Marinha britânica interceptou um barco que contrabandeava armas iranianas, incluindo mísseis antitanque, na costa de Omã — Foto: Divulgação British Ministry of Defence / AFP X de 5 Publicidade 5 de 5 Marinha britânica interceptou um barco que contrabandeava armas iranianas, incluindo mísseis antitanque, na costa de Omã — Foto: Divulgação British Ministry of Defence / AFP Embarcação interceptada contrabandeava mísseis antitanque Dehlavieh No final de julho, Washington anunciou novas medidas contra a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o braço ideológico das forças armadas iranianas. O Wall Street Journal noticiou que os assessores de Trump lhe mostraram dados sobre o impacto das sanções americanas e que ele agora considera endurecê-las, além de avaliar a possibilidade de impor novas restrições. Essa pode ser uma mudança tática para o presidente americano, que, até então, ameaçava lançar a campanha de bombardeio mais devastadora contra o Irã desde a Segunda Guerra Mundial. “Jogadores de Xadrez” A mudança de estratégia também pode indicar as limitadas opções militares restantes para os Estados Unidos, onde a imprensa tem noticiado a diminuição dos estoques de munição. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, classificou a nova pressão para impor sanções como um “revés”, observando que o país resistiu às sanções de Washington por décadas. “Toda vez que Washington se mostra incapaz de diplomacia, recorre às sanções”, escreveu Baqaei em uma publicação no X esta semana. “O verdadeiro risco é que os políticos americanos, agarrados a esse hábito, acabem sufocando suas últimas chances de uma saída menos humilhante para uma crise que eles mesmos criaram”, acrescentou. Resta saber se o impaciente Trump — que prefere o espetáculo de esportes de combate ou “acordos” rápidos — manterá a estratégia de longo prazo de pressão econômica. Em entrevista à Axios, Trump comparou o conflito com o Irã a uma partida de xadrez. “Os iranianos mostraram que são jogadores de xadrez profissionais”, disse Baqaei em resposta a Trump.
Trump aposta 'discretamente' na pressão econômica contra o Irã: 'Está totalmente falido'
Presidente mantém opção de atacar Teerã, mas foca em danos por meio de sanções








