Grupo sentiu efeito da piora macroeconômica no 2º trimestre, mas a expectativa é de que quando a venda destrave, a empresa possa ampliar ganhos do trabalho que foi feito nesse período de demanda retraída 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O grupo de varejo e atacarejo Mateus sentiu efeito da piora macroeconômica no segundo trimestre e, de forma mais aguda, no Nordeste, onde a rede é uma das maiores cadeias do setor. A expectativa é de que quando a venda destrave, a empresa possa ampliar ganhos do trabalho que foi feito nesse período de demanda retraída, disse o comando durante teleconferência de resultados nesta sexta-feira (14). Apesar dos números considerados fracos pelos analistas de bancos, em relatórios publicados nesta sexta-feira (14), a ação da empresa se valoriza no pregão da bolsa pela evolução de alguns indicadores do primeiro trimestre para o segundo trimestre. O entendimento de parte dos investidores é de que houve certa evolução no curto prazo, diz um gestor ouvido nesta manhã. A margem bruta e a margem Ebitda melhoraram nesse intervalo. O Ebitda mede lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação. Confira os resultados e indicadores da Grupo Mateus e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A ação da rede avançava mais de 6% por volta das 12h20 desta sexta-feira. “Não é simples gerenciar uma pressão tão grande no loja a loja dessa magnitude, mas temos trabalhado diversas métricas e quando a venda começar a melhorar vamos ter a capacidade de manter as despesas no eixo de hoje. E o lucro bruto vai ganhar corpo e naturalmente vai oxigenar o Ebitda”, disse Tulio de Queiroz, vice-presidente financeiro. “O que precisa vir agora é retomada da venda”, afirmou. O presidente da empresa, Jesuíno Martins Borges Filho, disse que houve uma desaceleração importante de volume no segundo trimestre no setor, e no Nordeste houve uma queda mais aguda. “Quem tem menor renda sente mais, e canais que dependem dessa renda também são mais afetados, e nesse ambiente os itens de mercearia caem ainda mais”, afirmou o executivo. “Vamos sentir como o país inteiro está sentindo”, afirmou Borges Filho. “Estamos mantendo foco importante nos próximos meses em margem bruta e venda, e estimulando o comercial nesse sentido, mas o consumidor vem na loja com o orçamento apertado. Mas estamos fazendo um esforço nesse sentido, junto ao fornecedor, olhando muito para as verbas [comerciais] também, no que é possível melhorarmos”, disse o vice-presidente de finanças. Apesar desse cenário, o CEO afirmou que o terceiro trimestre segue desafiador, mas há alguns sinais de melhora, sem dar detalhes destes sinais. Em relação aos indicadores do segundo trimestre, a receita líquida cresceu 12,2%, mas as vendas mesmas lojas (em operação há mais de 12 meses) caíram 8%, com efeito do fim do modelo de televendas há alguns meses. A margem bruta atingiu 23,5%, recuo de 0,3 ponto (no primeiro trimestre, foi menor, de 22,9%). A margem Ebitda recuou 1,9 ponto, para 6,9% (de janeiro a março, ela foi inferior, em 5,8%). O lucro líquido do grupo caiu quase 40%, para R$ 237 milhões de abril a junho, refletindo a desalavancagem operacional decorrente da desaceleração do crescimento da receita no trimestre e o desempenho do resultado financeiro em relação ao ano passado. O presidente do conselho de administração Ilson Mateus Rodrigues, disse que a intenção é seguir evoluindo na relação trimestre a trimestre dos indicadores, como ocorreu do primeiro para o segundo trimestre. — Foto: Divulgação/Grupo Mateus
‘Vamos sentir como o país inteiro está sentindo’, diz CEO do Grupo Mateus, sobre consumo
Grupo sentiu efeito da piora macroeconômica no 2º trimestre, mas a expectativa é de que quando a venda destrave, a empresa possa ampliar ganhos do trabalho que foi feito nesse período de demanda retraída









