Uma sequência de números divulgados por varejistas na semana passada indicaram que a desaceleração do consumo e o aumento do endividamento das famílias castigam o setor mais do que o esperado.
O Magazine Luiza registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 1,8 milhão registrado um ano antes. A Renner afirmou que não conseguirá bater a meta de vendas que previa para 2026, enquanto a C&A veio com números considerados abaixo das expectativas dos analistas.
"O varejo talvez seja o setor mais penalizado pelo nível elevado dos juros, que permaneceram altos por muito tempo. As famílias continuam bastante endividadas e a concorrência no setor é intensa", afirma Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital.
Segundo Saravalle, algumas companhias têm enfrentado dificuldades para entregar lucro operacional, ou seja, gerar resultado suficiente para cobrir seus custos. "Tudo isso acaba contaminando a percepção sobre o setor como um todo e aumenta a preocupação com uma desaceleração da economia."
Além do custo elevado do crédito, o setor enfrenta o peso do alto endividamento das famílias, fator que limita o consumo e afeta principalmente a compra de bens de maior valor.













