CEO do grupo afirmou que novos acordos serão anunciados no curtíssimo prazo dentro do esforço de recuperar vendas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Magazine Luiza registrou um dos desempenhos recentes mais fracos de seu on-line no segundo trimestre, com queda nas vendas de seus itens próprios de 11,5% de abril a junho, e de 12,6% na venda de itens de terceiros em relação ao ano anterior. E no plano em andamento para tentar voltar a crescer está o fechamento de acordo com parceiros que no passado eram rivais da empresa. Confira os resultados e indicadores do Magazine Luiza e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 O primeiro movimento começou com a AliExpress em 2024, quando a venda não recuava, mas a competição escalava de forma acelerada, e a iniciativa surpreendeu o mercado. Um passo ainda mais representativo foi anunciado em junho: a venda de produtos na plataforma da Amazon. Somado a isso, a Magalulog, o braço de logística e distribuição da rede, foi homologada como parceira logística da Amazon em julho, informou nesta sexta-feira em teleconferência de resultados o executivo Frederico Trajano, CEO do grupo. Além disso, em outubro, produtos do Magalu receberão o selo Prime, com potencial de impulsionar as vendas no último trimestre. E a Magalog passará a oferecer serviços logísticos para a Amazon, em especial para itens pesados. Pela primeira vez desde o anúncio desse acordo com a Amazon, Trajano falou do tema ao mercado. “A audiência está muito pulverizada, a rentabilidade nesses canais tem que ser maior que a mídia paga. E a lógica disso está em trazer margem de contribuição positiva para a empresa”, disse ele. “O racional desses acordos é que a venda tem que dar margem de contribuição acima do que vem de um canal de mídia como Instagram . A minha premissa, fechada com conselho de administração, é que tem que ser superior, porque esse cliente não é necessariamente cliente recorrente, para ter venda saudável e para que essa operação ocorra no longo prazo. E tem que ser recíproca com serviços do grupo. E pode ter listagem de produtos aqui na empresa, conseguimos isso com AliExpress e pode ocorrer com Amazon ainda”, afirmou. Sobre a razão de fechar um acordo com um grupo que no passado disputava clientes com a empresa — e normalmente nessas parcerias, a plataforma que recebe o canal de venda fica com toda a base de dados do cliente que compra os produtos —, Trajano disse que há uma relação de troca que precisa ser respeitada. “Tem que ter reciprocidade, para que a Magalog também faça entregas das operações deles, com o potencial de retiradas dos produtos nos canais do Magalu”, disse. Trajano ainda afirmou que novos acordos serão anunciados no curtíssimo prazo dentro desse esforço de recuperar vendas. A desaceleração da companhia nas vendas de produtos chamados “3P”, ou “third party”, que inclui produtos de terceiros, de 12,6%, de R$ 4 bilhões para R$ 3,5 bilhões ocorrer mesmo após a parceria com a AliExpress. A empresa não abre informações sobre a venda nesta plataforma estrangeira. O comando foi perguntado na teleconferência sobre crescimento e rentabilidade na segunda metade do ano, nesse cenário de acordo com plataformas. “No quarto trimestre vamos colher fruto sobre plataformas terceiras, porque somos rápidos nessa implementação, e a maneira de conseguir crescer com rentabilidade é pelas parcerias, e há possibilidade de reverter essa tendência [de queda em venda] no quarto trimestre e em alguns meses do terceiro”, respondeu Trajano. Ainda na teleconferência, a companhia disse que o on-line está um mais concorrido e um pouco menos racional e nesse cenário que há um maior esforço da empresa em elevar um esforço na venda na loja. A rede foi questionada sobre desempenho na segunda metade do ano, passada a Copa do Mundo, e sobre o começo da venda na Amazon, já que a parceria começou em junho, e Fabrício Garcia, vice-presidente comercial e operacional, disse que a venda surpreendeu no início, com prazo médio de entregas mais alto já que a rende não tem o selo prime. “Nem é o nosso melhor prazo, porque o selo Prime entra em outubro, mas temos ido bem, e linha branca tem sido um destaque, mas TVs e móveis vão bem, estamos satisfeitos, e a perspectiva é boa”, disse. O executivo afirmou ainda que com o super El Niño, pode ter venda mais forte de ar-condicionado e linha branca no resto do ano, e a rede está bem posicionada nesse produto com os fornecedores e a empresa espera que possa ter um bom segundo semestre. Frederico Trajano — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
Magazine Luiza vai usar acordo com plataformas concorrentes para reverter venda em queda
CEO do grupo afirmou que novos acordos serão anunciados no curtíssimo prazo dentro do esforço de recuperar vendas








