Colonos israelenses intensificaram nesta sexta-feira (14) o cerco que mantêm há uma semana ao vilarejo palestino de Qusra, na Cisjordânia ocupada por Israel. Grupos de direitos humanos afirmam que o episódio faz parte de um esforço coordenado dos colonos para tomar mais terras na região, avançando ainda mais sobre o território reconhecido pela comunidade internacional como sendo palestino, formando a base para um futuro Estado.

O cerco começou no fim de semana, quando colonos bloquearam a estrada que leva a três casas e montaram uma barraca nos quintais, impedindo que moradores entrassem ou saíssem. Eles também cortaram o fornecimento de água e eletricidade.

Segundo a ONU, cerca de 15 palestinos, incluindo duas crianças, ficaram presos dentro de suas casas, sem água ou luz, nos dias seguintes. Soldados israelenses foram enviados a Qusra na manhã de quinta-feira para, segundo o Exército, "proteger os moradores e manter a segurança" no vilarejo, mas o cerco continuou nesta sexta, com a nova tentativa de montagem da barraca, que foi vetada pelos militares.

Imagens feitas por um morador palestino que estava preso dentro de casa e obtidas pela Reuters mostram sete colonos do lado de fora, ao lado de uma barraca azul. Um deles aparece jogando pedras em direção ao vilarejo, enquanto outro chega carregando cadeiras. Mais tarde, veículos e soldados israelenses chegam ao local, e a barraca aparece caída no chão.