Em comunicado, forças israelenses disseram que militares estavam mobilizados em Qusra desde a manhã desta quinta-feira para proteger os moradores e manter a segurança 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Soldados do Exército israelense perto de uma casa palestina que foi sitiada por colonos israelenses no vilarejo de Qusra, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Ali Sawafta Soldados israelenses tomaram posições dentro de casas palestinas no vilarejo de Qusra, na Cisjordânia, nesta quinta-feira, afirmou o prefeito. A medida ocorre depois que colonos mantiveram famílias palestinas sitiadas nesta semana, em um cerco que, segundo os palestinos, tem como objetivo expulsá-las de suas terras. O cerco começou no fim de semana, quando colonos judeus bloquearam a estrada de acesso às três casas no vilarejo palestino de Qusra e montaram uma tenda nos terrenos em frente às residências, impedindo a entrada ou saída de qualquer pessoa. Antes disso, os colonos já haviam cortado o fornecimento de eletricidade e água. O prefeito de Qusra, Abed Al Athem Wadi, afirmou que seis casas do vilarejo foram desocupadas e ocupadas por soldados israelenses, incluindo as três residências sitiadas no alto de uma colina. As duas famílias que vivem no local foram reunidas em uma das casas. Fotos da Reuters mostraram vários soldados israelenses do lado de fora de uma das residências. Os militares informaram às famílias que as operações em Qusra poderiam durar até domingo, segundo moradores do vilarejo. Em comunicado, as Forças Armadas disseram que soldados estavam mobilizados em Qusra desde a manhã desta quinta-feira para proteger os moradores e manter a segurança e que “foram instruídos de que os moradores de Qusra permanecerão em suas casas”. Os militares acrescentaram que “os soldados não atuarão dentro da casa da família palestina localizada perto do local onde havia sido montada a tenda que foi retirada e desmontada”. Não ficou imediatamente claro a qual das três casas as Forças Armadas se referiam. Mais cedo nesta quinta-feira, um dia depois de os militares usarem gás lacrimogêneo em uma tentativa frustrada de retirar os colonos, as Forças Armadas disseram ter enviado mais soldados à região “para realizar missões defensivas e patrulhas na área, a fim de manter a segurança e proteger a região”. As Nações Unidas afirmaram em comunicado que cerca de 15 palestinos, incluindo duas crianças, estavam “presos dentro de suas casas em estado de terror, impossibilitados de atender às suas necessidades básicas e sem acesso a água ou eletricidade”. Um vídeo do início da semana mostrou vários israelenses com uniformes militares verdes participando com os colonos de uma oração matinal na tenda. As Forças Armadas disseram que estavam tomando medidas disciplinares contra qualquer integrante das forças envolvido. Palestinos observam casas sitiadas por colonos israelenses no vilarejo de Qusra, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 12 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Ismael Khader Famílias sitiadas pedem ajuda As Forças Armadas israelenses enfrentam pressão cada vez maior para impedir a tomada irregular de terras por colonos, encorajados pelo governo de direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tem liderado uma rápida expansão dos assentamentos na Cisjordânia ocupada. As duas famílias sitiadas na área afirmam estar sem alimentos e medicamentos e dizem que os colonos têm danificado suas propriedades, atirado pedras contra suas casas e dirigido insultos a elas. “Pedimos às instituições governamentais e a todas as pessoas livres e honradas que nos ajudem a conseguir alimentos e medicamentos”, disse Qusay Abu Reeda, palestino preso em uma das casas, que pertence a seu irmão, morador de Ohio e cidadão americano. Ele confirmou que as duas famílias estavam reunidas em uma das três casas. A palestina Ruqaya Hassan Abu Reeda, de 28 anos, abraça a filha na casa de seu sogro depois que colonos israelenses sitiaram sua residência no vilarejo de Qusra, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 12 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Ismael Khader O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmou que as Forças Armadas e a polícia israelenses “foram, a nosso pedido, retirar os terroristas israelenses que estão fazendo isso”, acrescentando: “As ações daqueles que estão fazendo isso contra a casa desta família são criminosas”. Os palestinos afirmam que as Forças Armadas israelenses permitem que colonos se apropriem de terras e recursos em toda a Cisjordânia com impunidade, inclusive em áreas nas quais possuem documentos de propriedade emitidos por Israel. Casos de apropriação de terras por colonos são especialmente comuns em áreas nos arredores de vilarejos, como Qusra, que fica em uma região sob controle total da segurança israelense. A Cisjordânia, território capturado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos. Há cerca de 146 assentamentos na Cisjordânia, além de 390 postos avançados menores, segundo o grupo israelense de monitoramento de assentamentos Peace Now.
Israel envia soldados a casas palestinas na Cisjordânia cercadas por colonos judeus
Em comunicado, forças israelenses disseram que militares estavam mobilizados em Qusra desde a manhã desta quinta-feira para proteger os moradores e manter a segurança











