O Discord disse, em documento encaminhado ao governo, que há indícios de que os atos que culminaram na morte de uma jovem de 13 anos tenham sido articulados previamente ou de forma paralela em outras plataformas, especificamente Telegram e TikTok.

Segundo a empresa, a existência de interações fora de sua plataforma ajudaria a explicar por que seus sistemas não identificaram o risco de imediato.

O TikTok nega que tenham ocorrido atividades de coordenação ligadas ao caso em sua plataforma. Em nota, a empresa afirmou ter realizado buscas sobre o episódio e disse não ter encontrado indícios de que o incidente tenha sido articulado ou de que usuários tenham sido redirecionados a ele por meio da rede social.

A reportagem não localizou contato de representantes do Telegram.

A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) determinou na quarta-feira (12) que o Discord suspenda as transmissões ao vivo em sua plataforma após o caso da adolescente, que teria sido induzida por outros jovens à automutilação e ao suicídio, com cenas transmitidas pela plataforma. A empresa tem três dias úteis para cumprir a determinação.