A regra do Banco Central que impõe a retenção de operações de criptomoedas superiores a US$ 10 mil (R$ 51 mil) em um período de 24 horas iguala alguns dos mecanismos de controle do setor aos adotados no mercado financeiro tradicional e tende a prevenir fraudes, afirmam analistas consultados pela Folha.

O setor, contudo, entende que a medida proposta é desproporcional aos riscos identificados e não se apoia em evidências específicas sobre o mercado brasileiro.

A ABCripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia), que representa nomes como Binance, Crypto.com e Coinbase, defende que a medida seja revista.

Ilustração de criptomoedas - Gabriel Cabral - 27.fev.23/Folhapress

O Banco Central publicou, na sexta-feira passada, uma nova determinação que impõe a retenção de operações com valores superiores a US$ 10 mil (R$ 51 mil), seja em uma única transação ou considerando o total movimentado pelo cliente em um período de 24 horas.