A chapa da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou um programa de governo em que propõe a continuidade das políticas econômicas atuais, apesar dos receios com o aumento dos gastos públicos e da dívida pública
O começo do texto traz uma série de resultados do mandato corrente para dizer que o arcabouço fiscal, reforma tributária, programa de industrialização e Novo PAC serão aprofundados em um eventual quarto mandato do presidente. A meta declarada é derrotar o projeto liberal-conservador.
Nos trechos sobre macroeconomia há diagnósticos sobre a situação do país, como a avaliação de que a taxa de juros, atualmente em 14% ao ano, é um problema semelhante ao que foi a alta inflação do passado: um fator concentrador de renda que causa desorganização econômica.
O plano é manter o arcabouço fiscal para "criar as condições para uma redução sustentada da taxa de juros". O ministro da Fazenda, Dario Durigan, discute com o presidente uma proposta de aperto nas regras do arcabouço, com uma redução do teto anual para o crescimento de despesas dos atuais 2,5% para 1,5%, mas isso não aparece no programa de governo.
O documento afirma que a ideia é controlar o aumento do gasto, o que, aliado a uma retomada do crescimento, garantiria um resultado fiscal primário positivo.










