O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aprovou, na terça-feira (4), as diretrizes de plano de governo para um eventual quarto mandato. Dividido em 13 eixos, o documento reafirma compromisso com responsabilidade fiscal e exclui propostas malquistas pelo mercado, como a reversão de privatizações e implementação de tarifa zero no transporte público.
No ano passado, o presidente pediu ao então ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cálculos para a implantação de tarifa zero ou simbólica para tarifas de ônibus no país. Mas, segundo relatos, o próprio mandatário determinou que a proposta não fosse incluída no programa sem um estudo mais aprofundado de viabilidade econômica.
Outro ponto defendido por alas do PT, a reestatização de serviços como a distribuição de combustíveis, deverá ficar fora do plano de governo, conforme orientação do próprio Lula.
Em junho, o coordenador do programa de governo, José Sérgio Gabrielli, defendeu que a Petrobras reassuma a distribuição. Apesar de o plano propor um papel estratégico à estatal, como um instrumento de soberania energética, a reestatização não constará do texto.
Ainda segundo relatos, Lula determinou a elaboração de uma plataforma exequível, com a responsabilidade de quem está à frente do Executivo. Dentro dessa lógica, a proposta de implementação de escola em tempo integral não deverá apresentar metas físicas, mas a promessa de realização.













