O programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que será divulgado neste mês, reforçará o compromisso do governo com a austeridade nas contas públicas e o arcabouço fiscal.

A linha que deve prevalecer é a do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que vem defendendo medidas que revertam a trajetória de crescimento da relação dívida/PIB.

Recentemente, em conversas com investidores, ele sugeriu que o limite anual de 2,5% de crescimento para despesas deve ser reduzido para 1,5%.

O programa não deve mencionar números, mas sim o conceito de que o arcabouço será mantido e reforçado. De acordo com um dirigente partidário, a visão de Durigan é também a do próprio Lula.

Com isso, setores do PT que defendem a flexibilização da regra fiscal, com mais exceções no arcabouço, devem sair frustrados do embate interno. Entre eles se inclui o próprio coordenador do programa de governo, José Sergio Gabrielli.