O ministro da Fazenda, Dario Durigan, discute com o presidente Lula (PT) uma proposta de aperto nas regras do arcabouço fiscal para um eventual quarto mandato, com uma redução do teto anual para o crescimento de despesas dos atuais 2,5% para 1,5%.
O plano em avaliação inclui a criação de novos gatilhos, mais restritivos, para controlar o crescimento de algumas despesas obrigatórias.
A sinalização das propostas foi dada pelo ministro em conversas, na semana passada, com representantes de três grandes instituições financeiras do mercado financeiro, de acordo com pessoas a par das discussões ouvidas pela Folha na condição de anonimato.
Hoje, já existe um gatilho que restringe o crescimento real do gasto com pessoal a 0,6% dois anos após o governo registrar um déficit primário. Uma medida estudada pela campanha à reeleição é repetir esse dispositivo para outras despesas obrigatórias. O governo também conseguiu em 2024 restringir a correção do salário mínimo aos limites do arcabouço fiscal.
Durigan foi escalado pela campanha do presidente como porta-voz do programa econômico da candidatura à reeleição de Lula.










