É comum um investidor chegar a uma conversa sobre sua carteira com uma conclusão aparentemente objetiva: "Estou pessimista. Acho que devemos mudar meus investimentos".

Em outros momentos, acontece o contrário. O otimismo aumenta e surge a vontade de assumir mais risco. O problema é que nem pessimismo nem otimismo deveriam, isoladamente, determinar uma mudança de carteira.

Antes de trocar um investimento, é preciso calcular quanto seu cenário precisa se realizar para que a mudança compense. - Allison Sales/Folhapress

Otimismo e pessimismo são estados de espírito. Não deveriam nunca afetar decisões de investimentos, pois costumam ser vieses de momento. Todo investimento ou mudança de aplicação deve ser justificada ou embasada em um cenário. Este precisa de premissas, ou seja, números, não sentimento.

Você pode estar pessimista com a economia, com as eleições ou com o ambiente internacional. Isso pode ser uma razão para revisar suas expectativas, mas não significa que seus investimentos também precisem mudar.