Eleições 2026

Em outubro, a população do Rio de Janeiro escolherá o próximo governador que vai comandar o estado durante quatro anos. Será uma eleição emblemática e de extrema relevância para o futuro fluminense, uma vez que há muitos anos não temos o atual ocupante do cargo concorrendo a uma possível reeleição. Depois de uma sequên­cia de crises políticas, cassações e denúncias de corrupção, abre-se uma rara oportunidade para discutir quais instituições precisam ser reconstruídas para que o Estado volte a planejar seu futuro.

Se existe uma lição que os últimos anos deixam, é que o esvaziamento da participação social, para além de uma rachadura na nossa democracia fluminense, é uma perda de capacidade de governança. Mas, para entender como chegamos até esse ponto de afastamento da população das decisões que tanto impactam o desenvolvimento do nosso estado, vale voltar um pouco no tempo.

Depois de 2013, ano que transformou a política brasileira e que é também o marco de criação da Casa Fluminense, vivenciamos um passo para a participação popular que parecia ser uma política de Estado: a criação da Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro, instituída para articular as políticas públicas entre as cidades. Essa novidade de ampliação integrada e participativa para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro chegava muito em linha com os objetivos da nossa organização. A Casa atua pela construção coletiva de políticas públicas para melhorar a vida dos moradores da região, e na época foi eleita para a presidência do Conselho Consultivo da Câmara. Após as eleições de 2018, com a aprovação da Lei Complementar 184, que extinguiu a Câmara e a substituiu pelo Instituto Rio Metrópole, o cenário mudou.