Primeiro colocado nas pesquisas até o fim de setembro, ex-prefeito participou de todos os embates marcados naquele ano, virou alvo e sofreu a virada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Debate Band Rio 2026: Anthony Garotinho, Douglas Ruas, William Siri e André Marinho no púlpito da TV — Foto: Lucas Figueiredo/Band A primeira pesquisa Datafolha da corrida para o governo do Rio de agosto de 2018 apontou o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), então filiado ao DEM, com 18% das intenções de votos, seguido do senador Romário (PL), na época no Podemos, com 16%, e do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), com 12%. Naquele ano, a liderança apertada de Paes que se sustentou em torno de 24% das intenções de votos até o fim de setembro — bem diferente da situação atual em que marca folgados 38% na Quaest — o estimulou a ir a todos os debates marcados para subir nas pesquisas. Disponível no YouTube, o confronto da Band de oito anos atrás que abriu aquela campanha traz as respostas para a ausência de Paes na noite deste domingo na mesma emissora. Ao longo de duas horas e meia, o ex-prefeito foi o alvo preferencial de outros sete candidatos, entre eles o afiado Garotinho. A Operação Lava-Jato deu a munição aos adversários. Viraram assunto o apelido de “nervosinho” dado a Paes nas planilhas de propina da Odebrecht e a delação premiada do seu ex-secretário de Obras Alexandre Pinto relatando corrupção em contratos da prefeitura do Rio. Nenhuma das investigações avançou até hoje, mas o ex-prefeito acabou desgastado por elas em debates até o início de outubro. Em poucos dias, sofreu a virada, o anônimo ex-juiz Wilson Witzel foi ao segundo turno e, a reboque das ondas bolsonarista e lavajatista, venceu a disputa pelo nanico PSC. Neste domingo na Band, o deputado estadual e ex-secretário das Cidades Douglas Ruas (PL) mostrou que bater em Paes será a sua prioridade, mas não pelo viés das suspeitas de corrupção — até porque o telhado de vidro do seu grupo político com o deputado federal Altineu Côrtes e o ex-governador Cláudio Castro dificulta a desenvoltura neste tema. Ruas focou em lembrar frases e atitudes machistas de Paes, além da acusação (já arquivada) contra o deputado federal Pedro Paulo Carvalho (PSD), pré-candidato ao Senado, de ter batido na sua ex-mulher. São assuntos que Paes tem mais dificuldade de abordar em público do que as investigações a seu respeito que jamais andaram. O ex-prefeito já avisou a aliados que irá apenas ao debate da Globo na última semana de campanha. Faltará a todos os outros confrontos para evitar o fantasma da derrota inesperada de 2018. Se perder desta vez, será o terceiro revés para o Palácio Guanabara em 20 anos. Em 2006, filiado ao PSDB e longe de qualquer favoritismo, Paes também marcou presença em todos os debates na campanha que elegeu Sérgio Cabral.