Saída menos dolorosa para o BRB é a separação de ativos e venda do banco, como ocorreu nos anos 90Liquidação continua sobre a mesa do Banco Central, mas solução seria traumática, com impacto em vários tipos de serviços do DF. Gerando resumoBRASÍLIA - A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, discordaram sobre o Governo do Distrito Federal (GDF) ter Capacidade de Pagamento (Capag) provisória equivalente à nota A. A Capag é um dos critérios utilizados pela União para conceder garantia em operações de crédito . A discordância ocorreu durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação do Banco de Brasília (BRB). Após uma fala inicial de Celina, na qual citou a Capag A, Durigan falou que a menção não era verdade. Mediador da audiência, o ministro Luiz Fux, do STF, pediu que o ministro da Fazenda aguardasse sua vez de falar, mas questionou Celina se ela teria a comprovação de que obteve esse nível provisório. 'O argumento de ser um Estado endividado, que não paga suas contas, isso inexiste', diz Celina Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilPUBLICIDADEA governadora ponderou que realmente não existe um Capag provisório, mas argumentou que, com os ajustes já feitos, a projeção hoje é que o caixa do DF feche o ano positivo em R$ 3 bilhões.“A AGU (Advocacia-Geral da União) fez um pedido para que a gente alcançasse o artigo 167-A. Este nós já alcançamos, que é você cumprir a lei de responsabilidade fiscal. Então, assim, o argumento de ser um Estado endividado, que não paga suas contas, isso inexiste. É um Estado que tem capacidade financeira de quitar suas dívidas, com o artigo 167 sendo cumprido já de forma imediata”, disse. Celina afirmou que essa previsão de superávit que justificava sua menção inicial de ter Capag provisória equivalente à nota A. “Nós já estamos enquadrados em superávit, porque nós já não devemos nada”, disse. Ao longo da fala de Celina, Durigan fez sinais negativos com a cabeça.Fux: Termos do acordo foram ‘assinados por pessoas sérias’O ministro Luiz Fux, do STF, abriu a audiência sobre o empréstimo para o BRB falando sobre a importância de audiências de mediação e conciliação. “O Estado deve buscar sempre que possível uma solução consensual dos litígios”, disse Fux, que emendou que soluções consensuais otimizam o relacionamento social e econômico. Publicidade'Recebi uma petição agora do Distrito Federal no sentido de que as questões acabaram não sendo efetivadas na prática', diz Fux Foto: Rosinei Coutinho/STFFux afirmou que a audiência decorre de um pedido do Distrito Federal por uma nova mediação e tem como objetivo obter esclarecimentos sobre o que ocorreu desde a reunião de maio, na qual o STF homologou um acordo entre a União, o Distrito Federal (DF), o Banco Central e o BRB para viabilizar operação de crédito destinada ao reforço financeiro da instituição bancária do DF.“Eu recebi uma petição agora do Distrito Federal no sentido de que as questões acabaram não sendo efetivadas na prática”, detalhou o ministro, que enfatizou que os termos homologados em maio foram “assinados por pessoas sérias”.Vale ler tambémQuais nomes os brasileiros estão usando para registrar suas filhas?Uma política de desenvolvimento regional à altura da AmazôniaReforma tributária: brasileiro se assusta com alíquota de 28%, mas já paga imposto maior
BRB: Ministro da Fazenda rebate governadora do DF, em audiência que busca salvamento para o banco
Em audiência com União, Distrito Federal e BC, nesta quinta-feira, 13, banco estatal abalado pela compra de créditos podres busca viabilizar uma saída para sobreviver ao caso Master








