Declaração de Daniel Lima ocorre pouco antes da audiência no STF que busca destravar um acordo para que o governo do Distrito Federal possa tomar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo para salvar o BRB 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pouco antes da audiência no STF que busca destravar um acordo para que o governo do Distrito Federal (GDF) possa tomar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e aportar no Banco de Brasília (BRB), o presidente do fundo, Daniel Lima, comentou que a entidade tem um trabalho técnico. "Nossa atuação é baseada no nosso estatuto, que é claro, e a gente faz um trabalho técnico. A gente vai continuar desempenhando esse trabalho de forma técnica. Às vezes isso acaba demandando um pouco mais de tempo do que algumas contrapartes gostariam que fosse o caso, mas a própria atuação do FCG tem impacto nos riscos que toda a indústria vai sentir", comentou, sem se referir a nenhum caso específico. Lima deve entrar por vídeoconferência na audiência com o ministro Luiz Fux, do STF. Na sua petição, o GDF acusou o FGC de demora excessiva. “Não há concessão, não há recusa, não há proposta, não há indicação de condições, de cronograma ou dos elementos que o Fundo repute necessários à análise nem há pela União o cumprimento das disposições contratuais. Há silêncio. Enquanto o Fundo silencia, o Distrito Federal cumpre", disse o governo distrital. O presidente do FGC também ressaltou que a atuação do fundo necessita do amparo de um amplo grau de segurança jurídica. Na petição ao STF, o DF faz uma ameaça velada ao sistema financeiro, ao relatar a situação dos depósitos judiciais. O BRB tem cerca de R$ 30 bilhões nesses depósitos, que não são cobertos pelo FGC e ficariam em uma espécie de limbo se o banco for liquidado. Ao lembrar que os depósitos judiciais não estão cobertos pelo FGC, o GDF diz na sua petição que essa "exclusão é de origem infralegal e convive mal com a moldura que a lei desenhou". Daniel Lima, presidente do FGC — Foto: Daniel Lima