“Se destruirmos a água e a arrancarmos de seu berço, a floresta, estaremos nos privando do nosso bem mais precioso: a nossa saúde. Com isso, perderemos também nosso lugar de origem, o nosso hábitat.”

A reflexão, com tons proféticos, continua: “Tão inquietos quanto a água desprovida de alma, também nós seremos forçados a vagar. E, por onde quer que passemos, logo se instalarão a decomposição, o desassossego, a ruína, a pobreza e a privação”.

Embora soe atual, a afirmação acima foi escrita há cerca de 90 anos pelo ambientalista austríaco Viktor Schauberger ­(1885-1958) em seu único livro, Unsere Sinnlose Arbeit (Nosso Trabalho Sem Sentido, em tradução livre), publicado em 1933.

Trata-se de uma crítica contundente à exploração predatória da natureza, sem respeito a seus ciclos vitais.

Nascido em uma família dedicada, por gerações, à silvicultura, Schauberger recusou-se a buscar formação acadêmica tradicional. Preferiu embrenhar-se nas florestas da Alta Áustria, região onde trabalhou como guarda-florestal, e se dedicar à observação do meio ambiente.