Estamos completando o primeiro quarto de século XXI presenciando um colapso ecológico sem precedentes.

Uma revisão publicada neste mês na revista Nature mostra, com grande clareza, que a preservação dos biomas do planeta é condição indispensável para a garantia de dignidade e para a própria sobrevivência da humanidade.

Como escreveu Sarlet (2022), a dignidade da pessoa humana revela-se indissociável da integridade do sistema biofísico que a sustenta. Não há mais como separar a saúde pública da saúde do planeta, entramos definitivamente no Antropoceno.

Nesta nossa época, “o homem tornou-se a principal força geológica e biológica da Terra”, redefinindo o surgimento e a gravidade das doenças e tornando-se algoz de sua própria existência e das demais espécies que habitam o planeta.

A destruição dos biomas, e todo o desamor que ela encerra, traduz-se em um grande catalisador de crises sanitárias.