Empresa tem corte de 17% da energia gerada, em média, desde agosto de 2023, quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) iniciou o chamado "curtailment" 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada de sede da Equatorial Energia — Foto: Reprodução A portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) sobre o ressarcimento das perdas de eólicas e solares que sofrem cortes de geração foi um passo importante para que se dê efetividade à devolução dos valores, disse Leonardo Lima, diretor financeiro e de relações com investidores da Equatorial Energia. O MME regulamentou os procedimentos para ressarcimento de cortes realizados entre setembro de 2023 e novembro de 2025. Confira os resultados e indicadores da Equatorial e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Segundo ele, em teleconferência com analistas sobre os resultados trimestrais, a empresa tem corte de 17% da energia gerada, em média, desde agosto de 2023, quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) iniciou o chamado "curtailment". Lima destacou que as revisões tarifárias das distribuidoras da Equatorial vão se refletir sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), uma vez que os investimentos durante o ciclo tarifário em curso influuem na alavancagem pelo lado da dívida líquida. A expectativa é que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconheça os investimentos na base de remuneração regulatória de ativos, o que implicará maior receita. O diretor disse também que a empresa está trabalhando para antecipar captações no mercado financeiro este ano, diante de um cenário mais volátil por causa da proximidade das eleições. O foco da empresa, salientou, é a melhoria do perfil do passivo. Já o presidente da Equatorial, Augusto Miranda, disse que a aquisição de 30% da Copasa, companhia de águas e saneamento de Minas Gerais, foi um marco importante e destacou que a companhia continuará avaliando oportunidades “aderentes” à sua estratégia. “Sempre com disciplina na alocação de capital”, afirmou. O executivo destacou que a alavancagem cresceu 0,4 ponto percentual na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando apurou 2,7 vezes, em razão do pagamento de R$ 5,6 bilhões pela aquisição da participação na Copasa. A alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e Ebitda, encerrou o período abril-junho em 3,1 vezes, estável frente ao segundo trimestre de 2026. Miranda afirmou que a empresa encerrou o segundo trimestre com R$ 10 bilhões em caixa, valor que corresponde a duas vezes e meia a dívida de curto prazo da empresa.