0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A sede do Supremo Tribunal Federal — Foto: Luiz Silveira/STF Os julgamentos sobre o Marco Temporal, a nova Lei de Licenciamento Ambiental e a moratória da soja pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mobilizaram 34 entidades religiosas de diferentes tradições de fé, que construíram uma carta conjunta aos ministros da Corte. No texto, as organizações fazem um apelo ético, moral e espiritual para que o STF continue protegendo a Constituição, os direitos dos povos indígenas, o direito dos brasileiros a um meio ambiente ecologicamente equilibrado e os instrumentos capazes de impedir que a destruição ambiental de hoje se transforme nas tragédias humanas de amanhã. O texto ressalta que, nas próximas decisões do Supremo, “estarão em questão temas que ultrapassam interesses setoriais ou circunstanciais”. É isso, afirmam as organizações, que as leva a se dirigir aos ministros. A carta ainda destaca que : “Há decisões que pertencem ao tempo de um processo. Outras atravessam gerações. As decisões que agora chegam ao Supremo Tribunal Federal pertencem a esta segunda categoria”. As organizações religiosas afirmam confiar que a “Corte saberá exercer plenamente sua missão constitucional, protegendo os direitos fundamentais, impedindo retrocessos e reafirmando que o desenvolvimento econômico, a justiça social, os direitos dos povos indígenas e a proteção ambiental não são objetivos incompatíveis, mas partes inseparáveis de um mesmo projeto constitucional de país”. As entidades concluem a carta afirmando: “Há momentos em que defender a vida exige coragem. Este é um desses momentos”. Esta não é a primeira vez que as lideranças religiosas unem forças em torno da proteção do meio ambiente. Em 2022, enviaram cartas a todos os candidatos à Presidência da República, aos governos e aos senadores da Amazônia, pedindo a retomada do Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia, a retomada da criação de terras indígenas e o fortalecimento das ações de enfrentamento da crise climática. No ano passado, a mobilização do grupo foi contra a votação, no Congresso Nacional, de medidas que reduziriam direitos constitucionais dos indígenas, como o marco temporal, e da nova Lei de Licenciamento Ambiental, considerada por especialistas um grande retrocesso no arcabouço de proteção ambiental construído pelo país ao longo de duas décadas. Durante a COP30, as entidades também assinaram conjuntamente uma carta pedindo avanços nas decisões da conferência do clima. Para as eleições deste ano, as organizações se mobilizam em torno de uma agenda de proteção da população contra os desastres climáticos no Brasil. Confira as entidades que assinam a carta: Aliança Evangélica Casa GalileiaColetivo de YasConfederação Israelita do Brasil (CONIB)Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)Fé CidadãFé no ClimaFórum Permanente das Religiões de Matrizes Africanas e Afro-brasileiras do Distrito Federal e Entorno (FOAFRO/DF)GreenFaithHead80Iniciativa das Religiões Unidas (URI)Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais (IRI-Brasil)Instituto Afro-Brasileiro e Cultural Ilê Iyaba Omi (ACIYOMI)Instituto GalileaInstituto Mirindiba de Ação Climática PopularInstituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento SocialMemória AmbientalMovimento 100 mil Jovens pela ÁguaMovimento Laudato Si’ (MLS)Movimento Negro Evangélico (MNE)Movimento Renovar Nosso MundoNós na CriaçãoNúcleo de Ecologia IntegralRede AmazonizarRede Cristã de Advocacia Popular (RECAP)Rede de Terreiros pelo Meio AmbienteRede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM)Rede Ecumênica da Água (REDA)Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e SaúdeReligiões pela Paz BrasilSomos CriaçãoUnião Nacional das Entidades Islâmicas (UNI)Visão MundialYlê Axé Oya Bagan
De olho em pauta de julgamentos, 34 organizações religiosas enviam carta ao STF pedindo proteção a indígenas e meio ambiente
De olho em pauta de julgamentos, 34 organizações religiosas enviam carta ao STF pedindo proteção a indígenas e meio ambiente








