13/08/2026 05h01 Atualizado há 10 minutos

“Estamos muito mais bem preparados do que estávamos em 2023 e 2024. Ali tivemos que nos organizar durante a crise. Foi terrível”, reconhece João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança Climática, ao mencionar o El Niño que está a caminho e pode ser muito forte. “Mas a dimensão do problema é muito grande”.

Capobianco, que assumiu a pasta em março, lembra que o governo vem preparando o país para a crise climática há algum tempo, com várias ações. “Mas adaptação à crise do clima não pode ser encarada apenas como uma despesa pública”, defende, cobrando mais envolvimento do setor privado. “O ponto é que adaptação ainda não é vista como investimento”. Cita oportunidades de empreender em obras de infraestrutura, na adaptação de cidades, na recuperação de áreas verdes, na reforma de edifícios. “É uma frente que pode gerar muita atividade econômica”.

A atribuição do MMA durante o El Niño é no combate e na prevenção de incêndios e na ajuda a comunidades isoladas na Amazônia. Na entrevista ao Valor, Capobianco detalha ações e novos desafios:

Valor: O senhor tem dito que adaptação à crise do clima não pode ser encarada apenas como uma despesa pública. Pode explicar?