Cuba comemora, nesta quinta-feira (13), o centenário de nascimento de Fidel Castro, líder da revolução que derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista em 1959 e instituiu um regime que passa pela sua maior crise desde o levante guerrilheiro, um dos principais do século 20.

Morto há dez anos, o revolucionário não viveu para ver os Estados Unidos, sob Donald Trump, aprofundarem o embargo que recai sobre Cuba desde a década de 1960, praticamente colapsando o sistema energético da ilha. Desde o começo do ano, quando a intervenção americana na Venezuela cortou o fornecimento de petróleo de um dos últimos aliados do regime, houve ao menos seis apagões generalizados no país.

A crise não impediu a cúpula do Partido Comunista, liderado por Miguel Díaz-Canel e, informalmente, pelo irmão de Fidel, Raúl, de organizar celebrações em homenagem à data. Desde segunda-feira (10), ocorre no Centro de Convenções de Havana o colóquio "Fidel: Legado e Futuro". O evento termina nesta quinta, quando haverá um ato na capital e em Santiago de Cuba, onde os restos do líder revolucionário estão enterrados no Cemitério Santa Ifigenia.

Diversas outras nações registram homenagens desde o começo da semana —talvez a mais explícita seja uma figura metálica de 20 metros de altura instalada na segunda pela ditadura de Daniel Ortega em Manágua, capital da Nicarágua. Mas houve também um mutirão para plantar cem árvores em Caracas, organizado pelo Partido Verde da Venezuela, e uma campanha do Partido Comunista da Argentina para pintar cem murais de Fidel pelo país.