O governo do presidente da Argentina Javier Milei começa a mudar seu foco, antes concentrado exclusivamente no combate à inflação, para uma abordagem mais equilibrada, enquanto o crescimento, o emprego e seus índices de aprovação enfrentam dificuldades para avançar.
O Banco Central da Argentina permitiu que a moeda se desvalorizasse nos últimos três meses, enquanto o Tesouro está deixando mais liquidez circular pela economia, à medida que uma série de indicadores mostra que a paciência está se esgotando após mais de dois anos de austeridade rigorosa. Com isso, Milei adota uma abordagem menos rígida em sua luta contra a inflação, seu principal feito, em uma tentativa de combater a percepção negativa dos eleitores sobre a economia.
A quantidade de dinheiro em circulação, ou base monetária, aumentou em média 5,4% em julho em relação a junho, mais que o dobro da inflação mensal. A mudança foi impulsionada principalmente pela redução dos depósitos do Tesouro no Banco Central e reverteu um longo período de crescimento da base monetária abaixo ou em linha com os aumentos de preços, segundo dados oficiais.
O peso argentino também se desvalorizou 9,1% em relação ao dólar desde meados de abril, a maior queda entre os mercados emergentes. Isso ocorre depois de a moeda argentina ter ficado atrás da inflação durante grande parte dos dois primeiros anos de Milei no poder.








