0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Banco Central da Argentina permitirá abertura de contas em yuans — Foto: Bloomberg O presidente da Argentina, Javier Milei, propôs uma reforma do Banco Central que está de acordo com uma das principais recomendações da teoria econômica para países com histórico de inflação elevada: proibir a instituição de financiar o governo. Essa permissão, agora revogada, havia sido imposta em 2012, por Cristina Kirchner, Milei estabelece na proposta dele que a missão do BC é apenas perseguir a estabilidade da moeda. A iniciativa, porém, é o oposto do que prometeu na campanha. Ele tinha no programa extinguir o BC e dolarizar a economia. A inflação corroeu o valor da moeda argentina ao longo dos últimos anos, por diferentes mandatos. Atualmente um real vale 292 pesos argentinos. Ao visitar o país em julho, no entanto, observei uma economia bem menos dolarizada do que no passado, quando pagamentos na moeda americana eram muito mais comuns no dia a dia. A avaliação dos resultados econômicos do governo Milei permanece dividida. Há quem destaque o empobrecimento da população, decorrente dos cortes de benefícios e programas sociais, além da precarização do mercado de trabalho. Outros apontam avanços na contenção do déficit fiscal, no aumento das reservas internacionais, na expansão das exportações — sobretudo de mineração e energia — e no superávit da balança comercial. Apesar de o superávit ser em parte pela queda das importações. Os dados bons e a lembrança do cotidiano da inflação descontrolada ajudam a explicar a resiliência política de Milei. Embora sua popularidade tenha caído, ele ainda preserva a aprovação de cerca de um terço dos argentinos.
Milei acerta em fortalecer o Banco Central em contradição ao que havia prometido
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