A inflação na Argentina deu uma trégua a Javier Milei em abril e desacelerou a 2,6% após dez meses seguidos de aceleração, mostram dados divulgados pelo Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos) nesta quinta-feira (14). Trata-se de uma notícia providencial para o presidente, que enfrenta a pior tempestade política de seu mandato até agora.
Desde que chegou ao poder, o ultraliberal já havia passado por curtos períodos de aceleração do índice. Em março de 2025, por exemplo, a inflação no país vizinho cresceu em relação ao mês anterior pela segunda vez consecutiva, chegando a 3,7%, mas o número voltou a reduzir em seguida.
Em maio do ano passado, no entanto, após bater 1,5%, o mínino do mandato de Milei, o índice começou a crescer e chegou a 3,4% no último março. O número é 17 vezes menor do que os 25,5% de inflação que a Argentina registrou em dezembro de 2023, quando o presidente argentino tomou posse, mas muito aquém de suas promessas.
Em abril, caiu para 2,6%, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira.
"Retornando à normalidade", comemorou no X o presidente argentino Javier Milei, que disse que o dado foi alcançado "apesar das tentativas golpistas" da oposição e do "choque externo" provocado pela guerra no Oriente Médio.














