Em muitas empresas, a retenção de dados virou hábito automático: se há espaço de armazenamento, os arquivos permanecem guardados por tempo indeterminado, mesmo sem uso. A prática contraria um dos princípios da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que limita a conservação de dados pessoais ao período necessário para cumprir a finalidade que motivou a coleta.

Quanto maior o volume de dados guardados sem necessidade, maiores os custos de gestão, os riscos de vazamento e a exposição a sanções regulatórias.

Por isso, especialistas em privacidade defendem a retenção inteligente: prática de estabelecer critérios claros sobre o que deve ser mantido, por quanto tempo e por qual motivo. Trata-se de uma forma de governança que reduz riscos, organiza processos e reforça a conformidade com a legislação.

Ricardo Maravalhas, CEO e fundador da DPOnet, afirma que a retenção de dados deve ser uma decisão deliberada da empresa, e não um reflexo da cultura de acumular informações. Segundo ele, quando a empresa sabe o que possui, por que mantém esses dados e quando devem ser eliminados, ela reduz riscos, reduz custos e melhora sua maturidade em privacidade.

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