A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já faz parte da rotina das empresas brasileiras há alguns anos, mas a falsa sensação de conformidade ainda é um dos principais desafios enfrentados pelas organizações. Na prática, procedimentos considerados comuns por gestores e equipes, como compartilhar planilhas com dados de clientes, armazenar informações sem critérios de segurança ou utilizar listas de contatos sem consentimento, podem configurar infrações à legislação e gerar consequências financeiras e jurídicas significativas.
Embora a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) tenha ampliado sua atuação nos últimos anos, especialistas afirmam que o maior risco atualmente não está apenas nas sanções aplicadas pelo órgão regulador, mas também nas ações judiciais, na perda de confiança dos consumidores e nos prejuízos à imagem das empresas.
Segundo Lucas Paglia, que é advogado especializado em Direito Digital, cibersegurança, proteção de dados e compliance regulatório, um dos erros mais frequentes é acreditar que a LGPD se resume à atualização de contratos ou à inclusão de um aviso de cookies no site.
“A conformidade com a LGPD exige uma mudança de cultura dentro da organização. Muitas empresas acreditam que estão protegidas porque adotaram algumas medidas pontuais, quando, na realidade, continuam realizando tratamentos de dados que podem ser considerados irregulares pela legislação”, explica.








