Presidente do banco de fomento disse que a instituição trabalha tanto em projetos de reconstrução como em iniciativas de prevenção e combate a mudanças climáticas e que o "BNDES não vai faltar" 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do BDNES, Aloizio Mercadante, afirmou que o El Niño este ano deve ser muito forte e que o banco de fomento está se preparando para lidar com os efeitos desse evento climático extremo. Segundo ele, o aumento da temperatura no Oceano Pacífico está muito acima da média. "Não sei se vai ser o pior El Niño da história, mas não há dúvida de que será muito mais severo." Ele contou que no dia da ventania no Rio de Janeiro estava justamente saindo de um programa de televisão no qual se discutiu o El Niño. "É um sinal do que está chegando", comentou, afirmando ainda que as chuvas na região Sul também já estão mais intensas e demandam acompanhamento. Mercadante afirmou que o BNDES trabalha tanto em projetos de reconstrução, como fez após as chuvas no Rio Grande do Sul, como em iniciativas de prevenção e combate a mudanças climáticas. Disse ainda que o banco está fazendo um cadastro de funcionários que voluntariamente aceitariam ir atuar em áreas afetadas. "O BNDES não vai faltar, estaremos ao lado de quem precisa." Ele também comentou, na coletiva de resultados do banco de fomento, que o BNDES respondeu por 36% dos dividendos recebidos pelo Tesouro e que o banco tem um compromisso profundo com a responsabilidade fiscal. "Em três anos pagamos R$ 62,251 bilhões ao Tesouro, demos uma contribuição gigante para o arcabouço fiscal, nenhuma outra empresa pública chega perto disso." O BNDES divulgou que os desembolsos do banco, no acumulado em 12 meses, chegaram ao equivalente a 1,4% do PIB, enquanto as aprovações de crédito atingiram 2,1%, batendo assim a meta de 2% estabelecida pelo próprio banco. Questionado sobre qual seria a meta para o ano que vem, Mercadante ressaltou que é preciso esperar os resultados das eleições, mas que esse patamar de 2% volta para a média histórica do BNDES e é uma "velocidade de cruzeiro". "Não queremos o BNDES que existiu depois da crise de 2008, porque grande demais ele prejudica os mercados de capitais, dificulta as parcerias que precisamos fazer." Aloizio Mercadante, presidente do BNDES — Foto: Alexandre Almeida/BNDES