O fenômeno climático El Niño não deve ter um grande impacto na ativação de seguros do agronegócio, calcula o Bradesco.

"Se exceder o que a gente imagina, vai entrar na faixa do ressegurador. Temos uma boa proteção, um bom painel de resseguradores, então não esperamos um aumento sensível de sinistralidade, tanto que temos feito uma ação com corretores, e dentro da rede, para que eles provoquem os seus clientes, sejam eles pessoas físicas ou pessoas jurídicas, para ter mais proteção securitária", disse Ney Ferraz Dias, CEO da Bradseg, braço de seguros do banco, nesta quinta-feira (6).

O executivo afirmou que o fenômeno que aumenta as temperaturas e favorece temporais também é uma oportunidade, já que apenas 17% dos lares brasileiros têm seguro e só 3% possuem cobertura de alagamento e vendaval, que são coberturas adicionais.

Segundo Dias, outro fator que mitiga o risco para o negócio é a diversificação de clientes pelo território brasileiro.

"Nosso esforço neste momento é ter uma disseminação maior para que que possamos ter mais diluição de risco. Estamos preparados para absorver mais risco nesse sentido", afirmou Dias.