A chegada do El Niño já faz as seguradoras calcularem os impactos do fenômeno e se prepararem para um pico de indenizações. O setor residencial espera aumento de prejuízos ligados a chuvas, enquanto a seca deve elevar os acionamentos de apólices rurais.

O El Niño é o aquecimento das águas do oceano Pacífico, que altera o clima do planeta. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos confirmou o início do fenômeno no dia 11, com previsão de 63% de alcançar um nível muito forte de novembro a janeiro. A alta nas temperaturas globais tende a ampliar seus efeitos.

"Tudo indica que os maiores impactos nas carteiras de seguro residencial e patrimonial, como empresas e condomínios, serão na primavera, principalmente a partir de setembro e outubro", diz Jarbas Medeiros, presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais).

O cálculo do prejuízo depende das características de cada seguradora e da preparação das cidades atingidas, mas há clareza no setor residencial de que os maiores danos serão no Sul, onde chuvas fortes podem se tornar mais frequentes. No Norte e Centro-Oeste, o El Niño deve trazer mais seca e aumentar o risco de quebras de safra no agronegócio.