A inflação desacelerou a 0,07% em julho, mas veio acima do esperado por economistas e ainda preocupa o Banco Central, mostram o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgados nesta terça (11).

O fato de o índice de preços ter vindo mais forte do que o projetado —a expectativa de especialistas ouvidos pela Bloomberg era de estabilidade— foi visto por parte do mercado como uma confirmação dos pontos de alerta colocados pelo BC (Banco Central) na ata. Isso ajudou o dólar a subir nesta terça e a derrubar a bolsa.

Prédio do Banco Central em Brasília - Pedro Ladeira/Folhapress

Economistas alertam que, apesar da desaceleração, o IPCA continua pressionado pela taxa de desemprego baixa e pela perspectiva de desvalorização do real em relação ao dólar.

"Apesar de a inflação ter registrado algum alívio em julho, o mercado de trabalho aquecido e a perspectiva de uma desvalorização do real tendem a manter os preços pressionados", apontou o banco C6 em relatório. "Nossa projeção é de que o IPCA encerre o ano em 5%, acima do teto da meta."