Quinze organizações que atuam em defesa da transparência enviaram uma carta ao ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinícius Marques de Carvalho, pedindo que ele reforce a autorização dada à Transparência Brasil para ter acesso à base de dados de honorários advocatícios de sucumbência pagos aos servidores da União.
O pedido foi feito após a AGU (Advocacia-Geral da União) se manifestar contra a publicização dos dados.
Segundo um estudo da Transparência e do Movimento Pessoas à Frente, foram pagos mais de R$ 12,7 bilhões aos servidores da AGU entre 2020 e 2025. O estudo mostra pagamentos acima do teto constitucional, viabilizados por falhas críticas de controle e governança.
A AGU criou o Painel dos Honorários Advocatícios de Sucumbência, porém a Transparência Brasil afirma que o sistema impõe barreiras às consultas e não permite o download da íntegra dos dados.
A entidade chegou a pedir o acesso à AGU em 2025, mas os dois pedidos foram negados pelo órgão. Por isso, recorreu à CGU que, em maio deste ano decidiu a favor da entrega dos dados.







