Depois de a AGU (Advocacia-Geral da União) informar, em maio, que atenderia a um pedido feito pela organização Transparência Brasil e conceder acesso a dados sobre os bilionários honorários de sucumbência distribuídos aos integrantes das carreiras jurídicas da União, o órgão enviou um pedido de revisão desta decisão à CGU (Controladoria-Geral da União), que acompanhava o caso, e manteve as informações restritas.

A Transparência Brasil enviou uma nota lamentando a decisão da AGU. A advocacia-geral foi procurada por e-mail na noite desta quinta-feira (16), mas não se manifestou.

O pedido inicial da Transparência Brasil sobre os dados dos honorários foi feito, de acordo com a entidade, em setembro de 2025, por meio de um requerimento com base na LAI (Lei de Acesso à Informação). Nas duas primeiras instâncias, a AGU se recusou a fornecer as informações.

O recurso feito à CGU demorou seis meses para ser analisado, ainda segundo a Transparência Brasil, mas em maio deste ano o órgão de fiscalização determinou que a AGU tinha obrigação de fornecer as informações. Na ocasião, a AGU se comprometeu a repassar os dados em 30 dias.

Em 24 de junho, contudo, o ministro-chefe substituto da AGU, Flavio Roman, assinou pedido de revisão dessa decisão na própria CGU.