Objetivo é evitar que vídeos gerados por inteligência artificial enganem os eleitores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Reconhecimento facial — Foto: Pixabay O YouTube e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devem assinar nos próximos dias uma parceria para evitar a proliferação dos chamados deepfakes - conteúdos gerados por inteligência artificial que emulam a voz e rosto de pessoas reais - na plataforma de vídeos. A parceria, que será formalizada por meio de um memorando de entendimento, permitirá que usuários cadastrem o rosto e sejam notificados se as feições forem utilizadas em vídeos gerados por IA. A partir disso, a remoção do conteúdo poderá ser solicitada à plataforma. Leia mais: O objetivo é evitar que vídeos gerados por IA enganem os eleitores. Integrantes do TSE estão preocupados com a possibilidade de esse tipo de material ser utilizado indiscriminadamente e desequilibrar as eleições. A Corte tem firmado memorandos de entendimento com diversas plataformas, como Google, Meta e TikTok. O combate a conteúdos irregulares de deepfake é tema de um deles, firmado com a ElevenLabs. Segundo o acordo, candidatos nas eleições deste ano poderão solicitar que suas vozes sejam banidas para a criação de conteúdos com inteligência artificial. IA de Bolsonaro Os ministros do TSE irão se reunir na quinta-feira (13) para discutir o vídeo gerado por IA em que Jair Bolsonaro aparece apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Uma ala defende que o caso seja utilizado para criar balizas mais rígidas sobre deepfake. Na resolução que trata de propaganda eleitoral, o TSE proíbe o uso da tecnologia “para prejudicar ou favorecer candidatura, de conteúdo sintético em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos, que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente, ainda que mediante autorização, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia”. O que está em discussão agora é proibir os deepfakes, mesmo que o conteúdo não tenha sido criado com o objetivo de enganar o eleitor ou prejudicar candidaturas.
Acordo entre YouTube e TSE permitirá que usuários cadastrem rosto e solicitem remoção de deepfake
Objetivo é evitar que vídeos gerados por inteligência artificial enganem os eleitores













